Da Valsa à Dança Contemporânea!

E que tem isto a ver com um Derby!?...

Recordo, ainda hoje (apesar de já terem passado uns 30 anos), ter assistido a um espectáculo de dança contemporânea na Gulbenkian.
Nada resultava com nada: desde a música, à dança! Não havia ritmo, não havia coordenação, não havia lógica, nem sintonia!

No derby de ontem (aliás, nos últimos jogos!), senti exactamente isso! Faltou tudo!
Jogadores em campo, sem saberem bem para onde correr e o que fazer com a bola, o que na maior parte das vezes se traduz na perda da mesma!

Aquilo que inicialmente parecia um bailado coordenado (os primeiros jogos com Kaiser), com ritmo, estratégia e organização, transformou-se nisso mesmo: numa dança contemporânea totalmente descoordenada e sem nexo. Em que os jogadores correm sem rumo, completamente alheios em campo e sem ter bem a noção do que fazer com a bola, a quem passar ou se simplesmente rematar! 
Um desnorte completo!

Kaiser assiste a esse espectáculo como se entrasse numa nova galáxia (num estado Zen profundo) e como quem reza, ou medita, para que o resultado mude por uma qualquer graça divina!
Ele tão, ou mais, desorientado quanto a equipa, sem saber que estratégia adoptar e em que jogadores mexer, fica inerte agarrado à sua fé e à sua sorte!

Não consigo perceber o porquê desta súbita transformação. Aquilo que parecia uma lufada de ar fresco aquando a chegada de Kaiser, transformou-se numa espécie de escafandro, através do qual tentamos chegar à tona de água, mas com a sensação de que cada vez nos afundamos mais!

O meu amor ao Sporting continua inabalável, mas preciso voltar àquela Valsa, como quem precisa de ar para respirar!

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